Uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deflagrou, na manhã desta terça-feira, 9 de junho de 2026, a Operação Desmos, que investiga uma organização criminosa suspeita de coordenar atividades ilícitas dentro e fora das unidades prisionais catarinenses.
A ação é conduzida pela 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e do Grupo Estadual de Enfrentamento a Facções Criminosas (GEFAC). Ao todo, estão sendo cumpridos 26 mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas.
As diligências ocorrem simultaneamente nos municípios de Chapecó, Xaxim, Planalto Alegre, Maravilha, Saltinho e Lages.
Operação investiga crimes graves ligados a facção criminosa
Segundo o Ministério Público, a Operação Desmos é um desdobramento das investigações iniciadas na Operação Sodalitas Finis e busca interromper as atividades de uma organização criminosa com atuação em diversas regiões de Santa Catarina.
As investigações apontam que os suspeitos estariam envolvidos em:
- Homicídios;
- Tráfico de drogas;
- Comércio ilegal de armas de fogo;
- Coordenação de ações criminosas dentro e fora do sistema prisional.
A operação também integra a Operação Convergência Nacional, iniciativa do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), que reúne Ministérios Públicos de todo o Brasil em ações simultâneas de enfrentamento às facções criminosas.
Quatro prisões em flagrante foram registradas
Durante o cumprimento dos mandados nesta terça-feira (9), quatro pessoas foram presas em flagrante.
De acordo com o MPSC:
- Três suspeitos foram presos por tráfico de drogas;
- Um suspeito foi preso por porte ilegal de arma de fogo.
Os materiais recolhidos durante as buscas serão encaminhados à Polícia Científica para análise pericial. Após a elaboração dos laudos, as evidências serão utilizadas para dar continuidade às investigações conduzidas pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital.
O procedimento investigatório segue sob sigilo judicial.
Mais de 200 agentes participam da ação
A Operação Desmos mobilizou 207 agentes de segurança pública e membros do Ministério Público.
Participam da ação equipes da Polícia Militar, incluindo Radiopatrulha, Tático, ROCAM, Cavalaria e Canil.
A Polícia Penal empregou efetivos do Núcleo de Operações Táticas (NOT), Diretoria de Operações com Cães (DOC), Recaptura de Foragidos (RECAP), Inteligência e equipes de plantão.
Já a Polícia Civil participa por meio da Divisão de Investigação Criminal (DIC), Serviço Aeropolicial (SAER), Operação Protetor, Delegacia da Comarca de Xaxim e delegacias municipais da região.
Nome da operação simboliza conexões da organização criminosa
O nome “Desmos” tem origem no grego antigo e significa elo, vínculo ou conexão.
Segundo o Ministério Público, a denominação faz referência às conexões identificadas entre os integrantes da facção investigada ao longo das apurações. O objetivo é simbolizar a atuação do Estado no rompimento dos vínculos que sustentam a atividade criminosa.
Promotoria especializada atua em todo o estado
A investigação é conduzida pela 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, unidade especializada criada para atuar junto à Vara Estadual de Organizações Criminosas.
A estrutura foi ampliada recentemente e passou a ter abrangência estadual, contando com cinco promotores de Justiça especializados no combate às organizações criminosas.
Segundo o MPSC, o modelo busca ampliar a eficiência das investigações e fortalecer o enfrentamento às facções criminosas em Santa Catarina.


