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24, 09, 2026
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Perda auditiva pode começar com sinais simples e passar despercebida

Dificuldade para acompanhar uma conversa em um ambiente movimentado, pedidos frequentes para repetir uma frase ou o hábito de aumentar o volume da televisão podem parecer situações comuns. No entanto, esses comportamentos também podem indicar perda de audição.

Como as alterações auditivas podem surgir de maneira gradual, nem sempre a própria pessoa percebe imediatamente que está ouvindo menos. Muitas vezes, pequenas adaptações na rotina acabam adiando a procura por uma avaliação.

A fonoaudióloga Maria Lúdia Correia explica que reconhecer esses primeiros sinais pode ajudar na busca por acompanhamento adequado.

“Muitas vezes, a pessoa não percebe que está perdendo a audição. Começa a pedir para repetir, aumenta o volume da televisão e tem dificuldade para entender as pessoas em ambientes com barulho. Não precisa esperar a dificuldade ficar grande para procurar ajuda. Uma avaliação simples pode fazer muita diferença”,

afirma.

Exames ajudam a investigar alterações na audição

A avaliação auditiva permite verificar se existe alguma alteração e entender como ela interfere na rotina do paciente.

A audiometria está entre os exames utilizados nesse processo. O teste auxilia na identificação dos limiares auditivos e na caracterização de possíveis perdas.

Além dos exames, o profissional considera as dificuldades relatadas no cotidiano. Problemas para compreender conversas, estudar, trabalhar ou acompanhar diálogos em locais movimentados são informações importantes durante a avaliação.

Conforme os sintomas e a possível causa, o acompanhamento também pode envolver um médico otorrinolaringologista.

O fonoaudiólogo atua tanto na avaliação quanto na prevenção e reabilitação das alterações auditivas. Quando existe indicação, o profissional também acompanha a seleção e a adaptação de aparelhos auditivos.

Crianças, adultos e idosos podem ser afetados

A perda de audição não provoca os mesmos impactos em todas as fases da vida.

Na infância, alterações auditivas podem interferir no desenvolvimento da fala e da linguagem. Também podem dificultar o processo de aprendizagem.

Para jovens e adultos, as dificuldades podem aparecer nos estudos, no ambiente profissional e na convivência social. Em locais com muito barulho, o esforço para compreender o que outras pessoas dizem também pode gerar cansaço.

Entre os idosos, ouvir menos pode dificultar conversas e interferir na autonomia durante atividades cotidianas. A dificuldade de comunicação também pode contribuir para o isolamento social.

Adaptação ao aparelho auditivo acontece gradualmente

Quando a avaliação aponta necessidade de aparelho auditivo, a escolha do dispositivo deve considerar o tipo e o grau da perda, além das necessidades individuais.

A adaptação não termina quando o paciente recebe o aparelho. O acompanhamento posterior permite realizar ajustes e orientar sobre uso, higienização e manutenção.

Maria Lúdia explica que o paciente também precisa de tempo para se acostumar novamente com diferentes sons.

“O aparelho auditivo não faz milagre sozinho. A pessoa pode estranhar a própria voz e os sons do ambiente no início. Por isso, a reabilitação e o acompanhamento são importantes para fazer ajustes e respeitar o tempo de adaptação de cada paciente. O objetivo não é só ouvir mais, mas se comunicar melhor”,

explica.

Saiba quais sinais merecem atenção

Algumas mudanças no cotidiano podem indicar a necessidade de avaliar a audição:

  • dificuldade frequente para entender conversas;
  • necessidade de aumentar o volume da televisão ou do celular;
  • pedidos constantes para outras pessoas repetirem frases;
  • dificuldade para compreender a fala em ambientes barulhentos;
  • presença de zumbido persistente;
  • sensação de ouvido abafado.

Alterações repentinas na capacidade de ouvir ou acompanhadas de outros sintomas precisam de avaliação adequada.

Proteção da audição deve começar cedo

Alguns hábitos ajudam a preservar a saúde auditiva ao longo da vida. Um deles é evitar a exposição prolongada a sons em volume elevado.

Em locais de trabalho com níveis intensos de ruído, deve ser utilizada proteção auditiva adequada.

Outro cuidado importante é não introduzir hastes flexíveis ou outros objetos no canal auditivo. A prática pode provocar lesões ou empurrar a cera para regiões mais profundas.

A atenção à audição deve começar na infância e continuar durante toda a vida. Quando uma alteração é identificada, é possível avaliar as necessidades de cada paciente e definir as possibilidades de acompanhamento e reabilitação.

Onde encontrar atendimento

A fonoaudióloga Maria Lúdia da Silva Correia atende na AudioNova – Cuidados Auditivos, em São José (SC). O atendimento inclui acompanhamento relacionado à saúde auditiva e adaptação de aparelhos quando houver indicação.  E-mail: marialudia.correia@audionova.com.br    Site: audionova.com.br

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