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09, 03, 2026
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SC amplia sistema antigranizo para proteger lavouras e reduzir prejuízos

O sistema antigranizo em Santa Catarina deve ser ampliado nos próximos anos para proteger a produção agrícola e reduzir os prejuízos causados por tempestades. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) e funciona em parceria com prefeituras municipais.

Atualmente, o sistema opera em 13 municípios catarinenses, e o Governo do Estado prevê expandir a tecnologia para outras 13 cidades até 2026, com investimento estimado em cerca de R$ 12 milhões.

A tecnologia atua de forma preventiva, reduzindo o tamanho das pedras de gelo formadas nas nuvens, o que diminui os danos em lavouras e propriedades rurais.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, Santa Catarina se tornou referência nacional nesse tipo de tecnologia.

“Santa Catarina é referência no sistema antigranizo. Com a ampliação planejada e os convênios já autorizados, o Governo do Estado reforça a política de prevenção com a tecnologia, ampliando a cobertura do sistema e garantindo mais segurança para a produção agrícola e para as comunidades catarinenses”, destaca.

Municípios já atendidos pelo sistema

Hoje, o sistema antigranizo funciona por meio de convênios entre o Estado e as prefeituras em 13 municípios:

  • Rio das Antas

  • Fraiburgo

  • Matos Costa

  • Timbó Grande

  • Lebon Régis

  • Tangará

  • Macieira

  • Caçador

  • Calmon

  • Videira

  • Pinheiro Preto

  • Ibiam

  • Arroio Trinta

Em 2025, o Governo do Estado repassou R$ 2,2 milhões para manutenção e operação do sistema nos municípios atendidos. No mesmo ano, o programa foi ampliado para incluir Ibiam e Arroio Trinta.

Expansão prevista para 2026

Para 2026, a previsão é que o sistema seja implantado em mais 13 municípios catarinenses, ampliando a cobertura da tecnologia no estado.

As cidades previstas são:

  • São Joaquim

  • Bom Jardim da Serra

  • Atalanta

  • Aurora

  • Chapadão do Lageado

  • Imbuia

  • Ituporanga

  • Vidal Ramos

  • Petrolândia

  • Lacerdópolis

  • Presidente Castello Branco

  • Iomerê

  • Joaçaba

A expansão deve fortalecer a proteção das lavouras, especialmente em regiões com produção de frutas e outras culturas sensíveis ao granizo.

Como funciona o sistema antigranizo

O sistema antigranizo de Santa Catarina começou a operar em 1989. A tecnologia utiliza geradores instalados no solo, que queimam iodeto de prata e liberam o composto na atmosfera.

O objetivo é interferir na formação das pedras de gelo dentro das nuvens carregadas, criando cristais menores.

De acordo com o meteorologista João Luís Rolim, diretor da AGF Antigranizo Fraiburgo, empresa responsável pela operação do sistema, o processo reduz significativamente os impactos das tempestades.

“O processo trabalha na nuvem para diminuir ou impedir o granizo. Ao invés de termos pedras grandes, formam-se muitas pequenas, que na queda podem se dissolver ou chegar ao solo com tamanho reduzido”, explica.

Atualmente, 170 geradores estão em operação no estado.

Tecnologia nasceu na produção de maçã

O sistema foi inicialmente desenvolvido para proteger pomares de maçã, em uma iniciativa da cadeia produtiva do setor.

Com a comprovação da eficiência, a tecnologia foi ampliada para outras culturas e regiões agrícolas, como ocorreu com a produção de tomate em Caçador.

Hoje, o sistema contribui para reduzir tanto o tamanho das pedras de granizo quanto a área atingida pelas tempestades, fator considerado essencial para proteger a produção agrícola catarinense.

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