Fortalecer políticas públicas voltadas à sanidade animal e vegetal e destacar o papel da agropecuária na produção de alimentos seguros são os principais objetivos da campanha lançada pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). O tema foi debatido na Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural da Assembleia Legislativa, na manhã desta terça-feira (5).
O encontro contou com a participação da presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, e do engenheiro agrônomo Alexandre Mess, gestor do Departamento Estadual de Defesa Sanitária Vegetal.
Ação busca engajar sociedade e Parlamento
A campanha foi proposta pelo presidente da comissão, deputado Altair da Silva (PP), com o objetivo de ampliar a participação do Parlamento nas ações realizadas ao longo do mês de maio.
Para o parlamentar, a sanidade agropecuária é essencial para o estado.
“Santa Catarina é referência e tem um comprometimento efetivo com a sanidade animal e vegetal. A Cidasc lidera esse trabalho com excelência, sendo referência nacional. Vamos aproveitar o mês de maio para intensificar ações que representam saúde para os catarinenses”, afirmou.
Campanha reforça conceito de Saúde Única
Em sua quarta edição, a iniciativa foi instituída pela Lei Estadual 18.484/2022 e tem como base o conceito de Saúde Única.
A abordagem integra solo, plantas, animais, meio ambiente e seres humanos, destacando que a segurança alimentar começa ainda na produção.
Segundo a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, a proposta também busca aproximar a população desse trabalho.
“A defesa agropecuária está diretamente ligada à saúde das pessoas. Quando protegemos lavouras, rebanhos e o ambiente, garantimos alimentos seguros e qualidade de vida”, destacou.
Ela também ressaltou a importância da conscientização. “O mês de maio é um convite para que a sociedade compreenda a sanidade agropecuária. Vamos ampliar esse diálogo, inclusive nas escolas.”
Agro tem impacto direto na economia catarinense
Dados apresentados durante o encontro reforçam o peso do setor para Santa Catarina.
Segundo a Cidasc, cerca de 65% das exportações do estado têm origem no agronegócio. A produção de proteína animal catarinense chega a 152 países, enquanto o setor de suínos movimenta mais de R$ 10 bilhões em exportações.
Esses números reforçam a importância da manutenção de padrões sanitários rigorosos para garantir competitividade no mercado internacional.
Trabalho preventivo garante qualidade dos alimentos
Antes de chegar ao consumidor, os alimentos passam por uma série de controles sanitários.
Entre as ações estão o monitoramento de lavouras, fiscalização de rebanhos, inspeção de produtos de origem animal e orientação técnica aos produtores.
Santa Catarina mantém status sanitário diferenciado, sendo reconhecida como área livre de febre aftosa sem vacinação e de peste suína clássica.
A Cidasc também investe em educação sanitária por meio de programas como o Sanitarista Júnior e o Vet Consciente, voltados à formação de multiplicadores de conhecimento.
Alerta para praga agrícola no estado
Durante a reunião, o engenheiro agrônomo Alexandre Mess alertou para a identificação de um foco de Amaranthus palmeri, conhecido como caruru-gigante, em Campo Erê.
A planta é considerada uma das mais agressivas da agricultura, com alto potencial de disseminação e resistência a herbicidas.
“Foi feita uma varredura em um raio de cinco quilômetros e não houve identificação de novos focos, mas o monitoramento segue em todo o estado”, explicou.
A Cidasc prevê a realização de um seminário sobre o tema em junho, no município, com foco na prevenção e controle da praga.


