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São Joaquim
03, 08, 2026
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Vinhos de altitude consolidam a Serra Catarinense como destino de enoturismo

Conhecida nacionalmente pela produção de maçãs e pelas baixas temperaturas, a Serra Catarinense vem consolidando uma nova marca: a dos vinhos de altitude. O crescimento do setor nas últimas décadas impulsionou investimentos, gerou empregos, fortaleceu o turismo e ampliou a visibilidade da região no cenário nacional.

Para o enólogo Edson Andrade, da Vinícola Altopiano, a evolução da vitivinicultura catarinense é resultado de um trabalho que reúne qualificação profissional, inovação e valorização das características naturais da Serra.

“A produção de vinhos de altitude cresceu junto com a formação de profissionais especializados. Isso permitiu que as vinícolas se desenvolvessem com mão de obra preparada e conhecimento técnico”,

destaca.

Turismo movimenta as vinícolas

Se antes o vinho era apenas um produto comercializado pelas vinícolas, hoje ele se tornou o centro de uma experiência que atrai visitantes durante todo o ano.

Passeios pelos vinhedos, degustações orientadas, harmonizações gastronômicas e visitas às áreas de produção passaram a integrar o roteiro de quem busca conhecer mais sobre a cultura do vinho na Serra Catarinense.

Segundo Edson, o visitante quer compreender a história da propriedade, conhecer o processo de elaboração dos rótulos e descobrir as características que tornam os vinhos produzidos em altitude diferentes de outras regiões do país.

Produção artesanal é um diferencial

Na Vinícola Altopiano, localizada em São Joaquim, a opção é produzir em pequena escala. Atualmente são cerca de 10 mil garrafas por ano, distribuídas em 16 rótulos.

A empresa também investe em microvinificações, que permitem testar novas variedades de uvas e desenvolver edições limitadas. Uma das experiências mais recentes foi com a uva italiana Sagrantino di Montefalco, cuja primeira colheita resultou em pouco mais de 90 garrafas.

Para o enólogo, esse modelo permite oferecer produtos exclusivos e manter um acompanhamento mais detalhado de cada etapa da produção.

Reconhecimento da região

Outro fator apontado como decisivo para o crescimento do setor é a Indicação Geográfica dos Vinhos de Altitude de Santa Catarina, certificação que reúne critérios técnicos de produção e reforça a origem dos rótulos elaborados em vinhedos acima de 900 metros de altitude.

Na avaliação de Edson, além de garantir credibilidade ao consumidor, o selo fortalece a imagem da Serra Catarinense como produtora de vinhos de qualidade.

Potencial para crescer

Mesmo com os avanços registrados nos últimos anos, o enólogo acredita que a vitivinicultura regional ainda vive um período de construção.

Segundo ele, a tradição do vinho é milenar, enquanto a produção organizada na Serra Catarinense tem pouco mais de duas décadas. Esse cenário, afirma, abre espaço para novos investimentos, aperfeiçoamento técnico e fortalecimento do enoturismo como uma das principais atividades econômicas da região.

“O caminho ainda está sendo construído. A cada safra aprendemos mais sobre o nosso terroir e sobre o potencial dos vinhos produzidos aqui. Isso faz parte da evolução natural de uma região que está conquistando seu espaço”,

conclui.

Esta reportagem faz parte do Estúdio de Inverno 2026, projeto dos veículos UNITVSC, portais Notisul e UNITV de Tubarão, Litoral Sul, NotíciasSC e Destaque Santa Catarina de Criciúma, e rádios Jovem Pan News de Criciúma, Araranguá e Tubarão.

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