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06, 08, 2026
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Vinhos de altitude da Serra Catarinense seguem em evolução e ampliam reconhecimento nacional

A cada safra, os vinhos produzidos na Serra Catarinense conquistam novos reconhecimentos e reforçam a vocação da região para a vitivinicultura de altitude. Para o enólogo Átila Zavarize, da Vinícola Thera, em Bom Retiro, esse crescimento é resultado do conhecimento acumulado sobre o terroir e do aperfeiçoamento constante dos processos de produção.

“O aprendizado é contínuo. A cada colheita entendemos melhor o comportamento das uvas e das diferentes áreas do vinhedo. Isso nos permite produzir vinhos cada vez mais equilibrados e expressivos”, afirma.

Produção une tecnologia e cuidado no campo

Localizada na Fazenda Bom Retiro, a Vinícola Thera acompanha todas as etapas da produção, desde o cultivo das uvas até o engarrafamento dos vinhos. Segundo Átila, esse controle garante maior precisão na definição do momento da colheita e contribui diretamente para a qualidade dos rótulos.

Hoje, a propriedade possui 28 hectares de vinhedos, com possibilidade de expansão para aproximadamente 36 hectares. A produção anual varia entre 150 mil e 160 mil garrafas, mantendo como prioridade a qualidade, e não o aumento indiscriminado da produção.

“Nosso objetivo não é produzir cada vez mais, mas produzir cada vez melhor”, resume o enólogo.

Enoturismo fortalece a economia da Serra

Além da vinícola, a Fazenda Bom Retiro reúne hotel boutique, gastronomia, experiências de degustação, visitas guiadas aos vinhedos e um condomínio residencial, consolidando-se como um dos principais destinos de enoturismo da Serra Catarinense.

Os visitantes podem participar de harmonizações, conhecer o processo de elaboração dos vinhos e vivenciar experiências ligadas ao universo da vitivinicultura, sempre em contato com a paisagem serrana.

Outro diferencial é a possibilidade de moradores do condomínio produzirem o próprio vinho, acompanhando todas as etapas da elaboração com orientação técnica da equipe da vinícola.

A propriedade também investe em um parque de esculturas, ampliando a integração entre vinho, cultura e natureza.

Rosé premiado ajudou a projetar a marca

Entre os mais de 20 rótulos produzidos pela Thera, um dos destaques é o vinho rosé, que recebeu reconhecimento nacional ainda nas primeiras safras da vinícola.

Segundo Átila, a proposta era elaborar um rosé de perfil mais leve, elegante e gastronômico, diferente do estilo predominante no mercado brasileiro naquele período.

Além do rosé, a vinícola produz espumantes de longa maturação, Pinot Noir em safras especiais e rótulos que integram a Indicação de Procedência dos Vinhos de Altitude de Santa Catarina.

Potencial continua em crescimento

Os vinhedos da Thera estão situados acima dos 900 metros de altitude, condição que proporciona noites frias, boa amplitude térmica e maturação lenta das uvas, características reconhecidas como diferenciais da Serra Catarinense.

Para o enólogo, embora os vinhos tintos continuem liderando o consumo no Brasil, os rótulos brancos e rosés registram crescimento ano após ano, acompanhando uma mudança no perfil do consumidor.

Na avaliação de Átila, a Serra Catarinense ainda está escrevendo uma parte importante da sua história na vitivinicultura.

“Temos muito espaço para evoluir. Cada safra representa um novo aprendizado e confirma que a Serra Catarinense reúne condições para produzir vinhos cada vez mais reconhecidos pela qualidade.”

Com investimentos em tecnologia, produção própria, enoturismo e valorização do terroir, a região segue fortalecendo sua posição entre os principais polos produtores de vinhos de altitude do Brasil.

Esta reportagem faz parte do Estúdio de Inverno 2026, projeto dos veículos UNITVSC, portais Notisul e UNITV de Tubarão, Litoral Sul, NotíciasSC e Destaque Santa Catarina de Criciúma, e rádios Jovem Pan News de Criciúma, Araranguá e Tubarão.

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