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Lages participa de operação da Polícia Civil que captura 29 procurados pela Justiça em SC

Ação coordenada pela Diretoria de Inteligência mobilizou equipes de 12 municípios, incluindo Lages, na Serra Catarinense. Entre os capturados está um homem condenado por estupro de vulnerável que estava foragido havia dez anos.

A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) realizou 29 capturas de pessoas procuradas pela Justiça durante a operação “Capturas”, desenvolvida entre 31 de agosto e 26 de setembro de 2026. Lages, principal município da Serra Catarinense, esteve entre as 12 cidades que participaram da mobilização estadual, coordenada pela Diretoria de Inteligência (DINT). A ação teve como alvos investigados e condenados por crimes como homicídio, estupro de vulnerável, roubo, tráfico de drogas e organização criminosa.

O balanço aponta uma média superior a uma captura por dia de operação. Entre os casos de destaque está a localização, em Videira, no Meio-Oeste catarinense, de um homem condenado por estupro de vulnerável que permanecia foragido havia dez anos.

A operação envolveu o cruzamento de informações, levantamentos de inteligência e diligências policiais para localizar pessoas com mandados de prisão em aberto, expedidos tanto pela Justiça catarinense quanto por tribunais de outros estados.

Lages integra mobilização estadual contra foragidos

A participação de Lages na operação destaca a presença da Serra Catarinense nas ações integradas de inteligência e investigação desenvolvidas pela Polícia Civil.

Segundo a instituição, as equipes do município estiveram entre as unidades que contribuíram para os resultados da operação, ao lado de policiais de Blumenau, Brusque, Balneário Camboriú, Navegantes, Videira, Balneário Piçarras, Chapecó, Ituporanga, Palhoça, São José e Joinville.

O relatório estadual não apresenta a quantidade de pessoas capturadas especificamente em Lages, nem detalha os crimes relacionados aos mandados cumpridos pelas equipes locais.

A participação serrana, entretanto, integra uma estratégia mais ampla de atuação conjunta entre unidades policiais de diferentes regiões de Santa Catarina.

Esse modelo permite compartilhar informações e ampliar a capacidade de localização de pessoas procuradas que se deslocam entre municípios ou estados.

Inteligência policial foi decisiva para localizar procurados

A operação “Capturas” foi coordenada pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, responsável pela organização e pelo direcionamento das informações utilizadas nas buscas.

Os trabalhos reuniram levantamentos sobre possíveis localizações dos procurados, cruzamento de dados e diligências de campo.

Participaram unidades das Delegacias de Polícia Regionais, Divisões de Investigação Criminal (DICs), Setores de Investigação Criminal (SICs), Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e Coordenadoria de Operações Policiais com Cães (COPC).

A integração dessas estruturas permitiu organizar as buscas e executar as ordens judiciais.

De acordo com a Polícia Civil, as 29 capturas ocorreram sem intercorrências registradas.

Foragido há dez anos é capturado no Meio-Oeste

Entre os resultados mais relevantes está a localização de um homem condenado por estupro de vulnerável, que estava foragido havia dez anos.

A captura ocorreu em Videira, no Meio-Oeste de Santa Catarina, em cumprimento a uma ordem judicial. A Polícia Civil informou que se tratava de uma prisão preventiva, embora o homem já possuísse condenação pelo crime.

O caso demonstra a importância da continuidade das investigações para localizar pessoas que permanecem foragidas durante longos períodos.

Além dos crimes sexuais, a operação contemplou procurados por homicídio, roubo, tráfico de drogas e envolvimento com organizações criminosas.

Operação cumpriu diferentes tipos de mandados judiciais

As 29 capturas envolveram pessoas em situações jurídicas distintas.

Entre os procurados estavam investigados com prisão preventiva decretada, medida cautelar aplicada pela Justiça quando estão presentes os requisitos previstos na legislação.

Também foram localizados condenados com mandados de prisão definitiva, relacionados ao cumprimento de penas impostas pelo Poder Judiciário.

Outra categoria contemplada foi a prisão civil por dívida de pensão alimentícia. Nesse caso, a medida tem natureza coercitiva, destinada ao cumprimento de obrigação alimentar, e não representa uma condenação criminal.

As ordens judiciais tiveram origem em Santa Catarina e em outros estados brasileiros.

Polícia Civil de Lages também atua em investigações regionais

A participação de Lages na operação estadual ocorre em um contexto de atuação das unidades especializadas da Polícia Civil no enfrentamento à criminalidade na Serra Catarinense.

Em uma ação distinta, realizada no dia 9 de outubro de 2026, a Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Lages cumpriu mandados relacionados a um roubo ocorrido em um estabelecimento comercial do município.

Naquela investigação, dois homens eram suspeitos de ameaçar os proprietários do estabelecimento utilizando uma arma de fogo e uma faca. A Polícia Civil identificou os investigados e prendeu um jovem de 19 anos durante o cumprimento das ordens judiciais.

A investigação contou com colaboração da Polícia Militar, que compartilhou informações para auxiliar na identificação dos envolvidos.

Embora essa ocorrência não integre o balanço da operação “Capturas”, ela exemplifica a atuação investigativa e a cooperação policial em Lages.

Combate à criminalidade depende da integração entre regiões

A operação reforça a importância do compartilhamento de informações entre diferentes unidades policiais, especialmente diante da mobilidade de pessoas procuradas pela Justiça.

A localização de foragidos pode exigir investigações que ultrapassam os limites territoriais de um município ou de uma região.

Na Serra Catarinense, a integração de Lages com as demais estruturas estaduais de investigação amplia as possibilidades de colaboração em ações dessa natureza.

Segundo a Polícia Civil, o objetivo da operação é localizar pessoas com pendências judiciais, cumprir determinações do Poder Judiciário e impedir que Santa Catarina seja utilizada como refúgio por procurados de outras regiões do país.

O balanço oficial, divulgado em 16 de outubro, confirma a participação de Lages, mas não individualiza os resultados das equipes serranas.

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