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São Joaquim
16, 08, 2026
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Campanha eleitoral começa com nomes da Serra na disputa por vagas em SC e Brasília

A campanha eleitoral de 2026 começou oficialmente neste domingo, 16 de agosto, e coloca a Serra Catarinense no mapa das disputas por vagas em Florianópolis e Brasília. Lideranças ligadas a Lages, São Joaquim, Anita Garibaldi e outros municípios serranos entram na corrida eleitoral para o Senado, Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados.

A partir de agora, candidatos podem pedir votos, realizar caminhadas, carreatas e comícios, distribuir materiais e ampliar a propaganda pela internet. O período segue até a proximidade do primeiro turno, marcado para domingo, 4 de outubro.

Além das candidaturas proporcionais, os catarinenses escolherão neste ano presidente, governador, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais.

Serra Catarinense tem nomes na disputa eleitoral

Entre as candidaturas com ligação com a região está Joaninha de Oliveira (PSTU), que concorre ao Senado. Natural de São Joaquim, ela integra a chapa do partido, que também lançou Marcos Dorval ao Senado e Marcus Sodré ao Governo de Santa Catarina.

Na disputa proporcional, nomes conhecidos da política regional também aparecem na corrida por vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.

O ex-governador Raimundo Colombo (PSD), natural de Lages, busca uma vaga de deputado federal. Colombo tem uma das trajetórias políticas mais longas entre os representantes da região.

Foi prefeito de Lages por três mandatos, deputado federal, senador e governador de Santa Catarina por dois mandatos consecutivos, entre 2011 e 2018.

A candidatura representa o retorno de Colombo a uma disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Deputados com base na Serra buscam espaço na Alesc

A Assembleia Legislativa também concentra parte importante da disputa regional.

Lucas Neves (Republicanos), natural de Lages, exerce atualmente mandato de deputado estadual e tem sua base eleitoral na Região Serrana. Eleito em 2022, deixou o Podemos e ingressou no Republicanos em março deste ano.

Antes de chegar à Alesc, Lucas foi vereador em Lages, disputou uma vaga de deputado estadual em 2018 e concorreu à Prefeitura de Lages em 2020.

Outro nome ligado diretamente à Serra é Marcius Machado (PL), que também exerce mandato de deputado estadual.

Embora tenha nascido em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, Marcius construiu sua trajetória política em Lages e tem a Serra Catarinense como base eleitoral. Em março deste ano, assumiu a coordenação da Bancada Regional da Serra na Assembleia Legislativa.

O ex-prefeito de Lages Elizeu Mattos (MDB) também tem trajetória política diretamente ligada ao Planalto Serrano. Natural de Anita Garibaldi, já exerceu mandato na Assembleia Legislativa, foi secretário de Desenvolvimento Regional e comandou a Prefeitura de Lages.

Novos nomes também entram no cenário regional

Além das lideranças que já exerceram mandatos estaduais ou federais, a eleição abre espaço para outros nomes ligados à região.

Entre eles está Pablo Tessari (MIssão) ligado a Lages e apresentado na disputa de 2026 para uma vaga de deputado estadual.

A presença de diferentes candidaturas coloca a representação regional novamente no centro do debate eleitoral da Serra. Os votos para todos os cargos, incluindo para deputado estadual e federal, são contabilizados em todo o território catarinense, portanto não existe uma disputa restrita aos municípios serranos.

Para a região, entretanto, as candidaturas locais ganham relevância pelo debate sobre representação política de municípios como Lages, São Joaquim, Anita Garibaldi, Correia Pinto, Otacílio Costa, Bom Retiro, Urubici, Bocaina do Sul e demais cidades serranas.

Governo de Santa Catarina também está em disputa

No cenário estadual, a eleição para governador reúne diferentes partidos e projetos para comandar Santa Catarina a partir de 2027.

Os nomes da disputa são o atual governador Jorginho Mello (PL), que busca a reeleição; João Rodrigues (PSD); Gelson Merísio (PSB); Laís Chaud (UP); Marcelo Brigadeiro (Missão); Marcus Sodré (PSTU), Ralf Zimmer (PRD) e Bruno Pedreiro (PCO), com candidaturas registradas no processo eleitoral.

Campanha está liberada nas ruas e na internet

Com o início da propaganda eleitoral, candidatos podem divulgar conteúdos em sites, redes sociais e aplicativos de mensagens.

O impulsionamento pago também é permitido, desde que identificado e contratado conforme as regras eleitorais.

Nas ruas, podem ser distribuídos santinhos, panfletos e folhetos. Bandeiras e mesas destinadas à distribuição de materiais são permitidas entre 6h e 22h, desde que sejam móveis e não prejudiquem o trânsito ou a circulação de pedestres.

Caminhadas, passeatas e carreatas também estão liberadas.

Comícios podem ocorrer das 8h às 24h, com possibilidade de extensão até as 2h no evento de encerramento da campanha.

Carros de som e minitrios só podem ser utilizados acompanhando carreatas, caminhadas, passeatas ou comícios.

Outdoors, brindes e showmícios são proibidos

As campanhas também precisam observar uma série de proibições.

Outdoors, painéis eletrônicos e equipamentos publicitários equivalentes não podem ser utilizados para propaganda eleitoral.

Também é proibida a instalação de propaganda em postes, pontes, viadutos e paradas de ônibus, além de locais considerados bens de uso comum.

Candidatos não podem distribuir camisetas, bonés, canetas, cestas básicas ou outros brindes aos eleitores.

Showmícios com apresentações de artistas também são proibidos, independentemente de haver pagamento.

Inteligência artificial entra nas regras da eleição

O uso de inteligência artificial na campanha deve ser informado ao público.

Deepfakes utilizados para simular imagens ou falas com o objetivo de enganar o eleitor são proibidos. A propagação intencional de informações falsas também é vedada.

As regras ainda proíbem telemarketing eleitoral e disparos em massa de mensagens sem consentimento dos destinatários.

Rádio e televisão entram na campanha em 28 de agosto

O próximo marco do calendário será em 28 de agosto, quando começa o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão.

Em 19 de setembro começa a garantia eleitoral para os candidatos, que não poderão ser presos, salvo em flagrante delito. Para os eleitores, a proteção começa em 29 de setembro, observadas as exceções previstas na legislação.

O horário eleitoral gratuito termina em 1º de outubro. No dia seguinte, 2 de outubro, termina o período previsto para propaganda paga na imprensa escrita e sua reprodução na internet.

No sábado, 3 de outubro, caminhadas, carreatas, distribuição de panfletos e utilização de alto-falantes poderão ocorrer até as 22h.

O primeiro turno será realizado no domingo, 4 de outubro, com votação das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.

No dia da votação, campanha tem novas restrições

No dia da eleição, ficam proibidas a boca de urna e a arregimentação de eleitores. Também não podem ser utilizados alto-falantes nem realizado impulsionamento de publicações na internet.

O eleitor poderá manifestar individualmente e de forma silenciosa sua preferência política, inclusive com broches, adesivos e bandeiras, desde que não haja aglomeração.

Serviço — Eleições 2026

16 de agosto: início oficial da propaganda eleitoral
28 de agosto: início do horário eleitoral gratuito no rádio e TV
19 de setembro: início da garantia eleitoral aos candidatos
29 de setembro: início da garantia eleitoral aos eleitores
1º de outubro: fim do horário eleitoral gratuito
3 de outubro: último dia para caminhadas e carreatas, até as 22h
4 de outubro: primeiro turno das eleições
Votação: das 8h às 17h

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