Estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Sistema Municipal de Educação de Lages estão participando do Programa Protetores do Lar, iniciativa que promove palestras e atividades de conscientização sobre violência contra a mulher. Os primeiros encontros ocorreram nos dias 14 e 15 de abril, nas Emebs Aline Giovana Schmitt e Nossa Senhora dos Prazeres.
O próximo polo a receber o projeto será a Emeb Mutirão, no bairro Habitação, no dia 12 de maio. Cada unidade de ensino contará com quatro encontros ao longo do programa.
Conscientização e combate à violência contra a mulher
O principal objetivo do Programa Protetores do Lar na EJA é orientar mulheres a identificar diferentes formas de abuso e incentivar a denúncia. A iniciativa é desenvolvida pela Prefeitura de Lages em parceria com a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) e integra a Rede Catarina de Proteção à Mulher.
No município, a ação envolve diretamente a Secretaria de Políticas para a Mulher e para a Pessoa Idosa, além da Secretaria Municipal da Educação e outros órgãos parceiros, ampliando o alcance das atividades.
O secretário municipal da Educação, professor Dr. Cristian de Oliveira, destacou a importância da iniciativa. “O conhecimento é um agente transformador que liberta e propicia dignidade. Um dos objetivos da EJA é oferecer um espaço de acolhimento, livre de qualquer tipo de violação”, afirmou.
Escola como espaço de acolhimento e proteção
A secretária de Políticas para a Mulher e para a Pessoa Idosa, Suzana Duarte, ressaltou que o programa atua diretamente na base da conscientização. “Ao trabalhar com estudantes da EJA, conseguimos ampliar o diálogo entre diferentes gerações, promovendo respeito e prevenindo a violência de forma duradoura”, explicou.
Para a coordenadora da EJA, Simone Feldhaus, o impacto é ainda maior devido ao perfil das estudantes. “A escola, muitas vezes, é o único local onde elas se sentem seguras para buscar ajuda. Voltar a estudar já é uma forma de empoderamento”, destacou.
Relatos reforçam importância do projeto
As participantes também destacaram o impacto das orientações recebidas. A estudante Maria Elza Cardoso da Silva, de 74 anos, afirmou que o conhecimento traz segurança: “Agora não pode mais ofender a gente, vai preso”.
Sineia de Castro da Silva Bartezal, de 46 anos, destacou a necessidade de romper ciclos familiares. “Muitas vezes a violência parece normal, mas precisamos mudar essa realidade”, disse.
Já Greyce Luana Pereira Ralfes, de 35 anos, reforçou a importância da denúncia. “Não devemos nos calar diante de uma situação de violência. Existem leis que protegem as mulheres e uma rede de apoio que funciona”, relatou.
A população de Lages pode buscar ajuda pelos seguintes canais:
- Central de Atendimento à Mulher: 180
- Polícia Militar: 190
- Plantão local: (49) 98402-9413
- Atendimento em horário comercial: (49) 3019-7454
- Disque 100 (Assistência Social): 100


