Mesmo com sol nesta quinta-feira (5), o rio Carahá atingiu 6,67 metros; famílias estão sendo retiradas de áreas de risco e encaminhadas para abrigo municipal.
A Prefeitura de Lages mantém o alerta para o avanço gradual das inundações provocadas pelo transbordamento dos rios Carahá e Ponte Grande. Nesta quinta-feira (5), mesmo com o tempo ensolarado, o nível das águas continuou subindo e o risco permanece alto, conforme a Defesa Civil de Santa Catarina.
Na última medição, o rio Carahá atingiu 6,67 metros na régua instalada junto à ponte de acesso ao bairro Caça e Tiro, na avenida Belizário Ramos. A água já alcançava a base da estrutura de concreto e o pavimento da ponte.
Famílias são retiradas de áreas atingidas
Equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros Militar trabalham na retirada preventiva de moradores de áreas ameaçadas pela inundação. As famílias que precisam de acolhimento são encaminhadas ao abrigo municipal instalado no Ginásio Jones Minosso, no bairro Universitário. Outras estão abrigadas em residências de familiares.
A prefeita Carmen Zanotto destacou a mobilização dos órgãos municipais.
“Nossa prioridade é preservar vidas, garantir a retirada segura das pessoas e oferecer acolhimento a quem precisa deixar sua casa”,
afirmou.
O secretário executivo da Defesa Civil, Paulo da Silva Ribeiro, conhecido como Sargento Ribeiro, reforçou que a ausência de chuva não significa o fim do perigo.
“Mesmo sem chuva neste momento, a água continua subindo de forma gradual. É fundamental que as famílias que vivem em áreas de risco acompanhem a situação e atendam às orientações das equipes”,
alertou.
Temporais podem atingir a Serra na sexta e no sábado
A previsão indica o retorno da instabilidade à Serra Catarinense a partir da tarde de sexta-feira (6), com possibilidade de temporais isolados, descargas elétricas, rajadas de vento e granizo.
Na madrugada e manhã de sábado (7), a formação de uma frente fria poderá intensificar as condições de instabilidade. O risco é moderado a alto em Santa Catarina para alagamentos, enxurradas, destelhamentos, quedas de árvores e danos à rede elétrica.
A Defesa Civil recomenda que moradores de áreas vulneráveis busquem locais seguros antes que a água alcance as residências. Também orienta a população a não atravessar ruas alagadas ou pontes submersas.
Em caso de emergência, os moradores podem acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou a Defesa Civil pelo 199.


