Encontro realizado em Lages abordou pré-natal, visitas domiciliares e prevenção da mortalidade materna e infantil na região.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) reuniu cerca de 200 agentes comunitários de saúde (ACS) da Serra Catarinense durante a 3ª Oficina Regional da Rede Materno-Infantil. Realizado na segunda quinzena de outubro, na Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), em Lages, o encontro teve como foco a qualificação do acompanhamento de gestantes, mães e crianças nos municípios da região.
Com o tema “O Papel do Agente Comunitário de Saúde na Saúde Materno e Infantil”, a programação foi organizada em duas turmas, com atividades distribuídas em dois dias. A iniciativa buscou fortalecer a atuação dos profissionais que mantêm contato direto com as famílias e desempenham papel importante na identificação de situações de risco.
Identificação precoce de gestantes é prioridade
Durante a oficina, os participantes receberam orientações sobre a identificação precoce de gestantes, o início oportuno do pré-natal, as visitas domiciliares e o acompanhamento das famílias durante a gestação e o puerpério, período posterior ao parto.
Também foram apresentados indicadores regionais de saúde materno-infantil, utilizados para orientar ações de prevenção e melhorar a assistência oferecida à população.
A coordenadora regional da Atenção Primária à Saúde (APS), Roseni Firmino, destacou a importância dos agentes comunitários para aproximar os serviços de saúde das famílias.
“Os agentes comunitários são fundamentais para aproximar as famílias dos serviços de saúde. Sua atuação no território permite identificar precocemente as gestantes, fortalecer vínculos e contribuir para um acompanhamento mais integral e humanizado”,
afirmou.
Prevenção da mortalidade materna e infantil
Outro ponto central do encontro foi a prevenção de mortes evitáveis de gestantes, recém-nascidos e crianças. O acompanhamento contínuo permite identificar sinais de alerta e encaminhar pacientes aos serviços especializados quando necessário.
Segundo a coordenadora regional da Vigilância Epidemiológica, Anna Paula Scoz, o trabalho dos agentes comunitários é estratégico para integrar as diferentes áreas da saúde.
“A identificação precoce das gestantes e o acompanhamento contínuo das famílias são essenciais para reconhecer situações de risco e garantir intervenções oportunas. O trabalho dos ACS é estratégico para fortalecer a integração entre assistência e vigilância e contribuir para a redução da mortalidade materna, infantil e fetal”,
explicou.
Rede Materno-Infantil amplia capacitações na Serra
A oficina faz parte de uma estratégia regional iniciada em junho de 2026, com a realização do I Seminário Regional de Saúde Materna e Infantil da Serra Catarinense.
Desde então, a programação de educação permanente contemplou equipes multiprofissionais da Atenção Primária à Saúde (eMulti), em agosto, e profissionais de Saúde Bucal, em setembro. A terceira oficina ampliou as atividades para os agentes comunitários.
O encontro foi organizado pelas coordenações regionais de Atenção Primária à Saúde, Vigilância Epidemiológica e Rede Materno-Infantil.
A iniciativa também está alinhada ao PlanificaSUS, estratégia voltada à organização dos processos de trabalho e à integração entre a Atenção Primária, a Atenção Ambulatorial Especializada e a Vigilância Epidemiológica.
O objetivo é melhorar a continuidade do atendimento e fortalecer a rede de proteção à saúde de mães e crianças nos municípios da Serra Catarinense.


