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23, 06, 2026
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Alho roxo do Planalto Catarinense conquista Denominação de Origem e amplia lista de IGs de SC

Santa Catarina alcançou a marca de 12 Indicações Geográficas (IGs) reconhecidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O mais novo registro foi concedido ao alho roxo produzido no Planalto Catarinense, que recebeu a certificação de Denominação de Origem (DO), reconhecimento destinado a produtos cujas características estão diretamente ligadas ao território onde são produzidos.

A concessão foi publicada na Revista da Propriedade Industrial (RPI) nº 2894, de 23 de junho de 2026.

O reconhecimento abrange os municípios de Caçador, Lebon Régis, Fraiburgo, Monte Carlo, Brunópolis, Curitibanos e Frei Rogério.

Certificação valoriza identidade e qualidade do produto

A Denominação de Origem reconhece que as características do alho roxo são resultado da combinação de fatores naturais e humanos presentes no Planalto Catarinense.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, a certificação representa um avanço para os produtores e para o agronegócio catarinense.

“Essa certificação valoriza um produto que carrega a identidade da região, reconhece o trabalho desenvolvido pelas famílias produtoras ao longo das gerações e fortalece a competitividade dos produtos catarinenses.”

A conquista foi construída em parceria entre a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, Epagri, Cidasc, Sebrae e a Cooperativa Regional Agropecuária do Meio-Oeste Catarinense (Copar).

Clima e solo garantem características únicas

Os estudos apresentados ao INPI demonstraram que o alho roxo desenvolvido na região possui características próprias relacionadas às condições geográficas do Planalto Catarinense.

Entre os fatores apontados estão:

  • Clima subtropical frio de altitude;
  • Elevada amplitude térmica;
  • Ocorrência frequente de geadas;
  • Fotoperíodo característico das latitudes meridionais;
  • Solos derivados de basalto.

Essas condições favorecem o desenvolvimento mais lento das plantas e influenciam diretamente a coloração, o aroma, a pungência e as propriedades funcionais do alho.

Pesquisas também indicam que os bulbos produzidos na região apresentam coloração roxa mais intensa e maior concentração de compostos voláteis em comparação a produtos cultivados em outras áreas do país.

Conhecimento dos produtores também foi decisivo

Além das condições naturais, a certificação reconhece o conhecimento acumulado pelas famílias produtoras ao longo das gerações.

Práticas de seleção clonal, manejo agrícola, escolha das áreas de cultivo, técnicas de cura e armazenamento contribuíram para a formação da identidade do produto.

O método tradicional de cura utilizado na região, por exemplo, está relacionado ao aumento do aroma característico do alho roxo.

Os estudos apresentados ao INPI demonstraram que materiais genéticos equivalentes cultivados fora da área delimitada não reproduzem integralmente as mesmas características encontradas no Planalto Catarinense.

Epagri coordenou estudos técnicos

Desde 2021, pesquisadores e extensionistas da Epagri coordenaram os estudos, a caracterização ambiental da área e a produção das informações técnicas que embasaram o pedido.

O pesquisador do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia (Ciram/Epagri), Hamilton Justino Vieira, destaca a importância do trabalho.

“O processo da Indicação Geográfica demonstra como a pesquisa e a extensão rural podem gerar desenvolvimento territorial. A Epagri atuou como articuladora e forneceu a base científica necessária para comprovar a relação entre o território e a qualidade do produto.”

Segundo o pesquisador, o reconhecimento amplia as oportunidades de mercado e contribui para a permanência das famílias no campo.

“O selo também ajuda a preservar práticas tradicionais de cultivo e incentiva a permanência das famílias no campo.”

Santa Catarina chega a 12 Indicações Geográficas

Com a inclusão do alho roxo do Planalto Catarinense, Santa Catarina passa a contar com 12 Indicações Geográficas reconhecidas. Cinco destas certificações foram conquistadas por produtos da Serra Catarinense.

São elas:

  • Uva Goethe;
  • Banana de Corupá;
  • Queijo Artesanal Serrano;
  • Vinhos de Altitude;
  • Mel de Melato da Bracatinga;
  • Maçã Fuji de São Joaquim;
  • Erva-mate do Planalto Norte Catarinense;
  • Linguiça Blumenau;
  • Cachaça e Aguardente de Luiz Alves;
  • Banana de Luiz Alves;
  • Frescal de São Joaquim;
  • Alho Roxo do Planalto Catarinense.

O estado também conta com o Fórum Catarinense de Indicações Geográficas, que reúne instituições públicas, universidades e entidades de produtores para fortalecer as IGs e as marcas coletivas catarinenses.

Serviço

Produto: Alho Roxo do Planalto Catarinense
Reconhecimento: Denominação de Origem (DO)
Publicação: RPI nº 2894, de 23 de junho de 2026
Municípios abrangidos: Caçador, Lebon Régis, Fraiburgo, Monte Carlo, Brunópolis, Curitibanos e Frei Rogério
Instituições envolvidas: Sape, Epagri, Cidasc, Sebrae, UFSC e Copar

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