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01, 09, 2026
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Setembro Amarelo reforça prevenção e cuidados com a saúde mental na Serra Catarinense

A chegada de setembro amplia o debate sobre prevenção ao suicídio e cuidados com a saúde mental na Serra Catarinense. A campanha Setembro Amarelo, que programada para diversas cidades da região, busca combater o preconceito relacionado ao sofrimento emocional, incentivar o diálogo e mostrar que procurar ajuda especializada pode fazer diferença.

O tema merece atenção em toda Santa Catarina. Dados oficiais da Secretaria de Estado da Saúde apontaram taxa de mortalidade por suicídio de 14,43 óbitos por 100 mil habitantes em 2024. O indicador é estadual e, portanto, não deve ser interpretado como uma taxa específica de Lages ou da Serra Catarinense.

Setembro Amarelo busca ampliar informação e acolhimento

O Setembro Amarelo é uma campanha dedicada à conscientização sobre a prevenção ao suicídio.

No Brasil, a mobilização ganhou força a partir de iniciativas da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e do Conselho Federal de Medicina (CFM).

O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio é lembrado em 10 de setembro, mas especialistas e entidades de saúde reforçam que o cuidado deve acontecer durante todo o ano.

A campanha procura incentivar conversas responsáveis sobre saúde mental e orientar pessoas em sofrimento a procurar atendimento.

Na Serra Catarinense, essa orientação passa também pela divulgação dos serviços disponíveis em municípios como Lages, São Joaquim, Urubici, Bom Retiro, Otacílio Costa e outras cidades da região.

Santa Catarina registra indicador que reforça atenção ao tema

Dados da Secretaria de Estado da Saúde mostram que Santa Catarina registrou, em 2024, taxa de 14,43 mortes por suicídio a cada 100 mil habitantes.

O dado ajuda a dimensionar o problema como uma questão de saúde pública.

Para uma análise específica da Serra Catarinense, no entanto, seria necessário consultar dados municipais ou regionais consolidados e atualizados.

Por isso, comparações que apontam determinada cidade como aquela com “mais casos” ou “maior índice” precisam ser feitas com cautela.

Taxa populacional e quantidade absoluta de mortes são indicadores diferentes. Além disso, municípios pequenos podem apresentar grandes oscilações de um ano para outro.

Como perceber que alguém pode precisar de ajuda?

Mudanças importantes no comportamento e manifestações persistentes de sofrimento emocional merecem atenção. Não cabe a familiares ou amigos fazer diagnósticos. O mais importante é não ignorar pedidos de ajuda ou sinais de sofrimento.

A pessoa pode demonstrar desesperança, isolamento ou perda de interesse por atividades que antes faziam parte de sua rotina. Falas relacionadas à morte, ao desejo de desaparecer ou à sensação de ser um peso para outras pessoas também devem ser levadas a sério.

Nessas situações, ouvir sem julgamento e incentivar a procura por atendimento profissional são atitudes importantes.

Conversar sobre suicídio exige responsabilidade

Falar sobre suicídio não significa necessariamente estimular esse comportamento. A forma como o assunto é abordado é que exige cuidado.

Orientações internacionais para profissionais de comunicação recomendam evitar sensacionalismo, explicações simplistas, divulgação de métodos e exposição desnecessária de pessoas e familiares.

Também não é adequado atribuir uma morte a uma única causa, como problemas financeiros, término de relacionamento ou dificuldades profissionais.

O suicídio é um fenômeno complexo e pode envolver diferentes fatores.

Para a imprensa, a orientação é tratar o assunto como uma questão de saúde pública, contextualizar informações e indicar caminhos para quem precisa de ajuda.

Por que a imprensa evita detalhes de casos individuais?

Não existe uma regra geral que simplesmente proíba a imprensa de informar uma ocorrência de suicídio. Os cuidados adotados pelas redações estão relacionados principalmente à responsabilidade jornalística e às recomendações de saúde pública.

Uma cobertura detalhada ou sensacionalista pode trazer riscos para pessoas vulneráveis. Por isso, matérias sobre casos individuais devem avaliar o interesse público, preservar familiares e evitar informações desnecessárias sobre circunstâncias ou métodos.

Em contrapartida, reportagens sobre prevenção podem ajudar ao mostrar que existem alternativas, tratamento e serviços preparados para acolher pessoas em sofrimento.

Onde buscar ajuda na Serra Catarinense

Moradores da Serra Catarinense podem procurar inicialmente a rede pública de saúde do próprio município.

As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são uma das portas de entrada do Sistema Único de Saúde. Dependendo da necessidade e da estrutura existente em cada cidade, o atendimento também pode envolver os Centros de Atenção Psicossocial (CAPSs) e outros serviços especializados.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito e confidencial pelo telefone 188, disponível 24 horas.

Em situações de emergência ou risco imediato, a orientação é procurar um serviço de urgência. O Samu pode ser acionado pelo telefone 192.

Prevenção precisa continuar depois de setembro

O Setembro Amarelo ajuda a colocar a saúde mental em evidência, mas o cuidado não termina quando o mês acaba.

Prevenção envolve acesso aos serviços de saúde, informação de qualidade, acolhimento, acompanhamento profissional e participação de familiares e da comunidade.

Na Serra Catarinense, divulgar a rede disponível em cada município também pode ajudar a aproximar quem precisa de atendimento dos serviços públicos.

Serviço

CVV — Centro de Valorização da Vida: 188, gratuito, 24 horas
Rede pública: procure a UBS ou serviço de saúde mental do seu município
CAPS: atendimento conforme a estrutura e organização da rede municipal
Emergência: Samu, pelo 192, ou serviço de urgência mais próximo

Importante: em situação de risco imediato, a pessoa não deve permanecer sozinha. Procure atendimento de urgência.

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